terça-feira, setembro 23, 2008

JOAQUIM JORGE / ALPIARCENSE,
JORNALEIRO, REFORMADO
Esta é a minha modesta mas sentida homenagem a todos os homens Trabalhadores Rurais de Alpiarça. Antigamente eram chamados de Jornaleiros, pois trabalhavam à jorna, quer isto dizer, contratados numa praça onde se encontravam trabalhadores e agricultores e onde era licitado o dinheiro que iriam ganhar como salário. Era assim que se procedia antes do 25 de Abril por terras do Ribatejo. O meu pai faz parte desses homens que trabalhavam a terras e conduziam as carroças e as mulas, por esses campos fora. Foram tempos difíceis esses ...
Faça sol ou faça chuva, o trabalho dos campos tem de ser feito. Quando criança, nunca frequentou a escola, pois tinha que ajudar os pais e foi colocado a trabalhar muito cedo ( hoje seria considerado exploração infantil), mas no tempo de Salazar tudo era possível e só os ricos iam para a escola.
Eram cinco irmãos ( um já falecido) e o avô Quim, (como é chamado carinhosamente pelo neto mais pequenito) era o filho mais velho.
O meu pai sempre foi dono de uma saúde frágil, mas nunca parou de trabalhar, pois tinha quatro filhos para criar . A minha mãe como doméstica, estava em casa a criar os filhos, sabes Deus com que dificuldades...
Hoje o meu pai é reformado com uma pensão de duzentos e poucos euros , depois de uma vida de trabalho duro, onde grande parte dessa pensão, vai para os medicamentos que tem de comprar ( uma miséria).
Quando se reformou decidiu não parar, pois o dinheiro era pouco e arranjou uma banca no Mercado, começou a vender as suas plantas e hortaliças criadas biológicamente, sem químicos ou pesticidas, da sua horta.
É uma história de vida muito resumida e se fosse aqui toda contada, daria um livro ou um filme.
Assim tem sido a vida do Joaquim Jorge, nascido em 1923, hoje com 85 anos, pai de quatro filhos, numerosos netos e netas e já alguns bisnetos. Uma vida simples , feliz apesar das dificuldades, mas um lutador. Ao meu Pai e aos homens que trabalham a terra dos campos de Alpiarça, como ele, a minha Homenagem.

A bicicleta faz parte da vida dele, agora com três rodas para melhor segurança, aqui com 85 anos

A cumplicidade de uma vida a dois que já dura 65 anos

O Joaquim e a Joaquina

Nunca pára, pois há sempre alguma coisa para fazer na horta



Vai dar folhas de couve ao coelhitos


A velha pasteleira...


Aos 39 anos , na sua pasteleira...


Adorava ir às Feiras e tirar uma fotografia à la minute com os filhos ( aqui com meu irmão mais velho, Rui agora com 66 anos)

Nas areias da Costa da Caparica , quando ainda era uma das melhores praias do País.

Aqui eu tinha 10 anitos


Não sei porquê, mas tinha sempre de tirar a fotografia montada num cavalo.

Aqui eu tinha 6 anitos

O avô Joaquim com os seu 48 anos, muito charmoso, não acham?


Antes do 25 de Abril aqui em Alpiarça haviam as Festas das Vindimas, onde se desfilava em cortejo, com carroças carregadas de dornas de uvas , oferecidas pelos agricultores à Santa Casa da Misericórdia . O meu pai conduz a carroça da frente.



Apesar da vida dura que levou, sempre a viveu de forma intensa e dedicada.




domingo, setembro 21, 2008

ODE AO FOGO
Tem o seu explendor a luz que inflama
O altivo abeto fulminado
E o tremor da pequenina chama
Que vacila em fósforo esgotado
Coração de homem, fica esperto,
Fogo se juntares, não é igual
Vela pálida ou raio certo
Do farol que alumbra o temporal.
autor do poema: Nicolai Labis

EU PODIA ESCOLHER

Não tinha ideia.

Escolhi a paz.

A verdade e a beleza

deixei-as ir,

e também a sageza e a nostalgia -

até o amor,

que tão embevecido me olhava,

negras nuvens com ele se deslocavam.

Paz, era paz.

e nos recônditos da minha alma

dançavam seres

de que nunca tinha sequer ouvido!

E no céu pendia um outro sol.

Autor do poema: Toon Tellegen ( Países Baixos)


As fotos são minhas e os poemas são extraídos do livro:

"Rosa do Mundo 2001 poemas para o futuro"

sábado, setembro 13, 2008



DEFICIÊNCIAS


Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.


Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.


Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.


Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.


Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.


Paralítico” é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.


Diabético” é quem não consegue ser doce.

Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.


Miseráveis” são todos que não conseguem enxergar a grandeza de Deus.



Autor: Mário Quintana

(imagem tirada da net)


Três vozes fantásticas: Andreia Bocelli, Dulce Pontes e Sarah Brightman nestes dois magnificos videos.Para aplaudir de pé, bravo!

sexta-feira, setembro 12, 2008

glitter graphics

Desjam os teus avós Joaquim e Joaquina, mãe Ana Paula, irmão Guilherme João e Pedro Quinta.
PARABÉNS MEU FILHO PELO TEU 22º ANIVERSÁRIO
QUE OS TEUS SONHOS SE TORNEM REALIDADE. SEI QUE NUNCA IRÁS DESISTIR E EU ACREDITO QUE CONSEGUIRÁS, DEMORE O TEMPO QUE FOR NECESSÁRIO.CONTRA VENTOS E MARÉS A MÚSICA FARÁ PARTE DA TUA VIDA PARA SEMPRE. TEM FÉ E ACREDITA SEMPRE EM TI. VAI ONDE TE LEVA O TEU CORAÇÃO.NUNCA PARES DE SONHAR. EU ESTAREI SEMPRE CONTIGO. BEIJO NO CORAÇÃO.
A TUA MÃE QUE TE AMA
ANA PAULA

Eduardo Jorge com 3 anos e a música já presente...


O Eduardo só precisa de alguém que reconheça o seu talento...

quarta-feira, setembro 10, 2008




Sou uma priveligiada por poder assistir a cada pôr-do-sol maravilhoso, da minha varanda...

segunda-feira, setembro 08, 2008


Imagens, Mensagens, Frases e Vídeos - Pensamentos - Orkut

MeusRecados.com
São Martinho do Porto e a invasão das algas


Aproveitam-se para decorar...

Espalham-se ao longo da baía...


mas navegar é preciso...

ao longe, a Foz do Arelho...

quarta-feira, setembro 03, 2008

Ases pelos ares...

Ases pelos ares 2 - Foz do Arelho


Foz do Arelho


O mar da Foz do Arelho


Ai o mar... lindo!


Foz do Arelho / o Mar e a Terra

MÁRIO FELICIANO / ALPIARCENSE
ENCENADOR









Livros sobre Teatro onde Mário Feliciano participou como tradutor















Mário Feliciano
Encenador português, Mário Feliciano nasceu em 1951, em Alpiarça. Desde cedo demonstrou especial apetência e interesse pela arquitectura. Foi, no entanto, a encenação que marcou a sua curta vida profissional. Partiu para Itália, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1973. No ano seguinte ingressa no curso de encenação da Accademia "Silvio d'Amico", em Roma, onde foi aluno do encenador Orazio Costa. Apresentou, como exame final do curso, a peça A Casa de Bernarda Alba de Federico Garcia Lorca. Em 1978 e 1979 foi assistente de encenação de Luca Ronconi, um dos mais marcantes encenadores europeus, colaborando na apresentação das peças Papagallo Verde e La Torre. Em finais de 1981 regressou a Portugal, desenvolvendo actividade como encenador de teatro e ópera. Trabalhou alguns textos fundamentais do teatro do século XX, nomeadamente de Pier Paolo Pasolini e de António Patrício, dois dos seus autores preferidos. Encenou a ópera de Maria de Lurdes Martins As Três Máscaras (1983), no Teatro Nacional de S. Carlos. No Teatro S. Luís encenou a peça de Luigi Pirandello Seis Personagens à Procura de um Autor (1985). Mário Feliciano demonstrou em todos os espectáculos que realizou uma grande capacidade inventiva na criação de espaços cénicos e na direcção de actores. Algumas das suas encenações conheceram certa polémica pela radicalidade das opções estéticas. Desde 1987 foi professor da disciplina de Representação Cénica do curso de Canto da Escola Superior de Música de Lisboa. Realizou também algumas traduções de importantes peças de teatro, das quais se destaca Calderón. Foi ainda um dos sócios-fundadores do Teatro da Politécnica, em 1989, que teve vida efémera. Trabalhou frequentemente com os arquitectos Graça Dias e Egas José Vieira, responsáveis por alguns dos cenários das peças que encenou e produziu. O seu último trabalho teatral foi a encenação da peça de António Patrício Dinis e Isabel (1994). Faleceu vítima de sida em 1995.


(Como referenciar este artigo:Mário Feliciano. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-09-01].Disponível na www: ).

terça-feira, setembro 02, 2008

DR. HERMÍNIO DUARTE PACIÊNCIA
ALPIARCENSE, MÉDICO E VITIVINICULTOR










(foto tirada da net)
(texto tirado da inauguração da biblioteca municipal com o seu nome)
São Martinho do Porto

São Martinho do Porto


As férias terminaram (São Martinho do Porto)



São Martinho do Porto




São Martinho do Porto



Foz do Arelho


Foz do Arelho


segunda-feira, setembro 01, 2008

JOÃO CÉU E SILVA
ALPIARCENSE, JORNALISTA DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS E ESCRITOR

Biografia ( ampliar para ler)

Uma Longa Viagem com Miguel Torga


Caravela Tropical





Uma Longa viagem com Álvaro Cunhal



Álvaro Cunhal e as Mulheres que Tomaram Partido


28 Dias em Agosto



Estas são as obras editadas por João Céu e Silva , escritor Alpiarcense, bastante interessantes de ler, sendo na sua maioria, importantes testemunhos da vida política e cultural dos seus intervenientes. a não perder.
Passarei a divulgar personalidades que acho, de alguma forma marcaram a vida cultural, profissional, artística e política , tendo cada um deles um factor comum: são todos Alpiarcenses ( naturais de Alpiarça) , "Gente da Minha Terra".
Ana Paula

domingo, agosto 31, 2008


A doença como factor de mudança



O corpo é um instrumento que a nossa alma usa para nos mandar mensagens. E as doenças são “recados” que a alma manda usando o nosso corpo físico sempre que a gente deixa de fazer o melhor, alertando-nos que estamos a desvirtuar o verdadeiro caminho (muitos encontram-se ignorantes no campo espiritual e não têm consciência de que não estão por acaso nesta vida terrena, que estão para aprender, reparar erros cometidos em vidas passadas e, com isso, evoluir enquanto seres humanos).Visto por esse ângulo, a doença faz parte da nossa aprendizagem, e a dor e o sofrimento são necessários à evolução humana, é um processo de depuração para o progresso da alma.A doença pode ser actualizada e utilizada pela espiritualidade para limitar as actividades de uma pessoa, por exemplo, fazendo com que ela repense o seu materialismo excessivo e se conecte mais com o espiritual (é comum as pessoas negarem a existência do plano espiritual, das forças invisíveis, voltando as costas à espiritualidade).Há médiuns que vieram com os canais mediúnicos bem abertos, e que se “esquecem” (o véu do esquecimento não os deixa recordar as suas existências passadas) que quando estavam no plano astral assumiram o compromisso de usar a sua mediunidade para ajudar as pessoas que prejudicaram no passado.Por outro lado, a doença instala-se para que muitos desenvolvam a humildade, a aceitação, a resignação, o respeito às leis da vida, a compaixão, a tolerância, o amor, a generosidade. Outros ainda contraem uma doença para se desapegarem da possessividade, do controle, e têm várias perdas nas suas vidas para aprenderem a desapegar-se.É importante ressaltar que a doença e o sofrimento, não são punitivos, um castigo divino como muitos crêem, mas sim educativos, um factor de mudança. Quantas pessoas após experimentarem sofrimentos intensos por conta de uma doença mudam radicalmente, passam a dar mais valor à vida, a valorizar mais o espiritual e menos o material e esquecem as futilidades que antes tanto valorizavam?Esses indivíduos aprenderam e cresceram com o sofrimento, evoluíram.O materialista que não vê senão o corpo (acredita que só existam a matéria, as coisas visíveis, palpáveis, concretas) e não considera a existência do espírito, da alma; não pode compreender essas coisas.As pesquisas do Dr. Raymond Moody Jr. (médico norte-americano, autor do Best Seller “Vida depois da vida”) com pacientes que passaram por situações de “quase-morte” (pacientes que tiveram paragens cárdio - respiratórias e que foram ressuscitados pelos médicos) relataram experiências espirituais inusitadas (em espírito, saíram fora de seus corpos físicos, viram e ouviram o que se passava e o que era falado pela equipa médica, tiveram encontros no plano astral com parentes desencarnados, anjos, mentores espirituais etc.) que os transformaram profundamente, tornando-os mais humanos e espiritualizados.


Site: somos todos um
Autor: Osvaldo Shimoda (médico e terapeuta)


Pode não concordar com nada do que se escreveu aqui, mas pelo menos leia e faça uma reflexão sobre o assunto.
Ana Paula

quinta-feira, agosto 28, 2008

Ao Miguel Carriço ( Pardal) Jovem de 23 anos




Morrer é apenas não ser visto.

Morrer é a curva da estrada.(Fernando Pessoa)


O Miguel partiu para a longa e nova viajem que irá iniciar . Por aqui, foi só uma passagem. Que a sua alma encontre o caminho certo.


Até sempre...



quarta-feira, agosto 27, 2008

OS OLHOS
Os olhos
divagavam
procuravam
um sonho
para abraçar
um mundo
no qual acreditar
um vulto
justo e verdadeiro
para acompanhar
uma boca
pitoresca
para completar
alguém
para amar...
Os olhos
divagavam
procuravam
calmos
indolentes...
E o olhar
assentou-se
debruçado
na profunda
harmonia
tranquila
dos teus olhos.
imagem tirada da net
poema de Maria Helena Noronha ( poetisa alpiarcense)


A poesia está nas
mínimas coisas,
existe no insignificante,
existe porque a vida existe.
A poesia é a vida.
imagem tirada da net
poema de Helena Noronha (poetisa alpiarcense)