
segunda-feira, agosto 17, 2009

segunda-feira, agosto 10, 2009
sábado, agosto 08, 2009

Somos Filhos da Madrugada / Zeca Afonso
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não sabemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara
Lá no cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá no cimo de uma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos p´la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa moira encantada
Vira a proa da minha barca
segunda-feira, agosto 03, 2009
Se o mar Entrar
Se o mar entrar em casa, com as flores de som
inundar os tapetes, onde a cinza se instalou.
Com o tempo, e as minúcias do pó.
O mar já está aberto e voltado de borco!
Se o mar entrar o chão já se rompeu
pelos buracos a cor, abre-se a floresta
É um tambor de paz o dia fruto novo
Autor:Casimiro de Brito
quinta-feira, julho 30, 2009
(IMAGENS TIRADAS DA NET)
terça-feira, julho 28, 2009
quarta-feira, julho 22, 2009

E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida?
quinta-feira, julho 16, 2009
«O Caderno de Saramago», o livro do blogue from Fundação Jose Saramago on Vimeo.
quarta-feira, julho 15, 2009
Autor: António Carlos Cortez
in: Jornal de Letras Artes e Ideias
foto: tirada da net
terça-feira, julho 14, 2009

Dando uma vista de olhos pelos livros do depósito da Biblioteca Municipal, fui encontrar este livro de um poeta chamuscense Álvaro N. do Amaral Netto que fala sobre Alpiarça, em forma de poesia. Foi publicado em 1956 ( época de Salazar), daí a forma como está descrita, a Vila de Alpiarça, em pleno coração do Ribatejo. Aqui deixo alguns excertos:
ALPIARÇA
( Longo Verde Mar de Vinhas de Cachos Rubros)
Ao espírito enternecedor do seu admirável " Grupo Infantil "
Ridente vila, leda e esmeraldina,
de hortados e vinhedos vicejantes;
de verdes frondes, densas e pujantes,
a aguarelar de sombras a campina.
Mal amanhece, a vila que domina
acorda para as fainas incessantes;
e enchem-se os campos férteis e abundantes
da gente que a tratá-los se destina!
Vindimas... ceifas...mondas...toda a luta
dum povo, eterno jovem, que labuta
com forças de que nunca se vê falho...
E a terra de Alpiarça é sempre assim:
- Uma epopeia imensa, sem ter fim,
sob o signo, bendito do trabalho!
autor:Álvaro do Amaral Netto
CÊPAS DO RIBATEJO
O vinho do Ribatejo
tem um encanto profundo:
A todos mata o desejo
de se fugir deste mundo!
As adegas de Almeirim
têm todas um só fraco:
Se lá formos sós, no fim,
saímos sempre com baco...
Os vinhedos de Alpiarça
enchem de vinho o Concelho;
são vinhos de nobre raça,
mas só de sangue vermelho...
Ora vira,
vira bem,
vá virando
toda a gente;
que quem bebe
deste vinho
anda sempre diligente!
autor: Álvaro do Amaral Netto
públicado em Maio de 1956













