quinta-feira, outubro 01, 2009
domingo, setembro 27, 2009
Cavalo à solta
Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.
Autor:
José Carlos Ary dos Santos
sábado, setembro 26, 2009
ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 27 -SETEMBRO - 2009
REFLECTIR Como cidadãos responsáveis pelo que queremos para o nosso futuro e o futuro dos nosso filhos, todos sem excepção, devemos votar no dia 27, de acordo com o que o nosso coração sentir.Votar em consciência e livremente é um dever de todos. VOTEM BEM!(imagem tirada da net)
sexta-feira, setembro 25, 2009
quarta-feira, setembro 23, 2009
EQUINÓCIO DE SETEMBRO / OUTONO

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver,
e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.
Autor: Miguel Torga, Outono
imagem tirada da net
segunda-feira, setembro 21, 2009
Rúben Aniceto, menino de 7 anos, alegre e traquilas, que se juntou a milhões de estrelas no céu, quando foi fatalmente colhido por um carro perto da sua escola. Vai a enterrar dia 22 , terça-feira, ás 11.30 horas, sendo acompanhado por toda a comunidade escolar e população de Alpiarça que se queira juntar nesta hora de dor e sofrimento.
Que este anjo repouse junto de Jesus.
Aos pais e familiares , os meus pesâmes.
sábado, setembro 19, 2009
terça-feira, setembro 15, 2009
segunda-feira, setembro 14, 2009
FOI INAUGURADA A "ESCOLA DOS SONHOS"
NA PONTE DO CELEIRO EM ALMOSTER / SANTARÉM
Quero desejar do fundo do coração que este projecto seja um sucesso para a Goreti e para a Paula Ventaneira, pois trabalharam bastante para que o sonho fosse tornado realidade.
Parabéns Amigas! Força e Luz para a Escola dos Sonhos!
Ana Paula
sábado, setembro 12, 2009
http://br.orkutnow.com/">Mensagens Para Orkut - '>http://br.orkutnow.com/recados.php?f=feliz.aniversario">
Parabéns meu filho , pelo teu 23º aniversário.
Muitos beijos
A mãe que te ama
Ana Paula
segunda-feira, setembro 07, 2009
Estive na Praceta em São Domingos (Santarém), para ver o Festival Internacional de Folclore . Adorei ver as danças, os cantares e os trajes típicos das suas regiões ali representadas. Mas ... há sempre um mas... a minha máquina ficou sem pilhas e só deu para registar o que aqui está :(( o que é pouco, mas não deu para mais, paciência, fica para a próxima.
sexta-feira, setembro 04, 2009

E duma Escola Primária desactivada, se deu vida a uma Escola de Sonhos.
Finalmente a minha amiga e colega de trabalho Goreti, vê mais um dos seus sonhos tornar-se realidade . A Inauguração da sua Escolinha dos Sonhos, um espaço totalmente dedicado à cultura e às crianças e jovens. Parabéns Goreti e Paula, força e coragem para seguir em frente com este sonho lindo. Lá estarei na inauguração e já agora aproveito para quem se quiser juntar à festa da Escola, que apareça por lá a dar o seu apoio.
Fica na Ponte do Celeiro perto de Almoster / Santarém. É Fácil de encontrar.
segunda-feira, agosto 31, 2009
O MELÃO DE ALMEIRIM QUE AFINAL . . . É DE ALPIARÇA!

Embora tenha a designação de "melão de Almeirim", este maravilhoso fruto é cultivado e produzido na sua maioria pelos seareiros de melão de Alpiarça que se deslocavam há décadas para os campos do Vale do Tejo, mais propriamente, a lezíria de Vila Franca de Xira.
As primeiras sementes de melão que se conheciam nos anos 50-60 eram a do chamado “cotim à militar”. Esta era um fruto cinzento de qualidade precoce, mas que se aguentava pouco tempo depois de apanhado. Ao longo dos anos foram aparecendo várias espécies de melão, como o casca de carvalho ou o melão preto, fruto bem apresentável e saboroso que se aguentava mais tempo nas pargas debaixo dos sombreiros, e mais rijo para os mercados. Tinha que haver muito cuidado com esta espécie porque com temperaturas altas queimava-lhe a pele (ficava chapado) e perdia valor comercial. Tinha que ser tapado com palha de arroz para evitar essa queima. Este tipo de melão ainda predomina.
Apareceram também os melões dos “Seareiros de Alpiarça”, os “Saturninos”, o “Doiradinho”, o “Pêro”, o “Bicha-Gata” e o “Manuel António”. Este último foi e continua a ser uma qualidade de excelência. Manuel António foi um produtor de melão que ao longo dos anos seleccionou e revolucionou a produção deste fruto. Era e é um melão dourado e alinhavado com muito boa apresentação comercial. Também este e outros atrás citados tinham que ser tapados quando havia temperaturas altas. Nos anos 70 começa-se a produzir o melão branco.
De início houve dificuldade na entrada deste tipo nos mercados, mas a pouco e pouco penetrou bem na produção e comercialização. Além de ser uma espécie bem apresentável e de boa finalidade, tem também uma grande virtude que é a de não se queimar (chapar), uma vez que os raios solares são “sacudidos” pela brancura do melão.
Uma outra espécie deste fruto é o chamado “Pele-de-Sapo”, que juntamente com o melão branco são hoje os mais apresentados no mercado. Conhecido como “melão de Almeirim”, este fruto é, como se disse, cultivado e produzido na sua maioria pelos seareiros de melão de Alpiarça. Estes deslocavam-se todos os anos para os campos do Vale do Tejo, como de Valada do Ribatejo, Azambuja e Vila Franca de Xira, para se instalar em terras arrendadas. Desde os anos 50 até aos anos 80 essa deslocação era mais acanhada, na medida em que os transportes eram ainda pouco significativos.
Centenas, de famílias, partiam de Alpiarça levando consigo a chamada “tralha”, o que queria dizer uma autêntica casa mudada. Hoje as coisas são totalmente diferentes, com os avanços das novas tecnologias como o emprego do plástico, a fita de rega de gota-a-gota, mecanização moderna e transportes adequados.
(Autor do texto: Álvaro Brasileiro - antigo produtor de melão, já falecido)
Informação recolhida na Região de Turismo do Ribatejo)
Foto: tirada da net
domingo, agosto 30, 2009
sexta-feira, agosto 28, 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
Queria que os portuguesestivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor
sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal
todos os que são formados
deviam ter que fazer
exame de analfabeto
para provar que sem ler
teriam sido capazes
de constituir cultura
por tudo o que a vida ensina
e mais do que livro dura
e tem certeza de sol
mesmo que a noite se instale
visto que ser-se o que se é
muito mais do que saber vale
até para aproveitar-se
das dúvidas da razão
que a si própria se devia
olhar pura opinião
que hoje é uma manhã outra
e talvez depois terceira
sendo que o mundo sucede
sempre de nova maneira
alfabetizar cuidado
não me ponham tudo em culto
dos que não citar francês
consideram puro insulto
se a nação analfabeta
derrubou filosofia
e no jeito aristotélico
o que certo parecia
deixem-na ser o que seja
em todo o tempo futuro
talvez encontre sozinha
o mais além que procuro
do livro: " Uns Poemas de Agostinho"
Autor: Agostinho da Silva, escritor e filósofo
imagem tirada da net
sábado, agosto 22, 2009

UM VAZIO NO TEMPO
"Numa das últimas vezes que estive na Expo de Lisboa, descobri estranhamente uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava dum templo grandioso.
Quase como um espanto senti uma sensação que nunca sentira antes e de repente uma enorme vontade de rezar não sei a quê ou a quem. Fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto e tudo o que pensava só podia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me ia envolvendo no meu corpo adormecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.
Quando os meus olhos se abriram, aquele meu Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta corri para a beira do Tejo para dar um berro de gratidão com a minha alma e sorri para o Universo.
Aquela vírgula no tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar e que me deu a esperança de que num tempo que seja breve, me volte a acontecer."Que esse Deus assim queira!"
Quase como um espanto senti uma sensação que nunca sentira antes e de repente uma enorme vontade de rezar não sei a quê ou a quem. Fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto e tudo o que pensava só podia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me ia envolvendo no meu corpo adormecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.
Quando os meus olhos se abriram, aquele meu Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta corri para a beira do Tejo para dar um berro de gratidão com a minha alma e sorri para o Universo.
Aquela vírgula no tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar e que me deu a esperança de que num tempo que seja breve, me volte a acontecer."Que esse Deus assim queira!"
Autor: Raul Solnado
texto sublime que foi escrito por Raul Solnado e colocado sob o seu caixão. Não podia deixar de o transcrever aqui, pois é uma mensagem muito forte de amor e fé de um homem simples e ao mesmo tempo grandioso e generoso, que marcou muitas gerações.Obrigado Raul.
quinta-feira, agosto 20, 2009
X
Não é como se a mão hesitasse no gesto fundador.
O movimento espera que um astro se incendeie
em todos os tendões
para que nenhuma palavra seja o frio nexo da loucura
ou o vento soprado como sangue.
Uma pedra sobre a boca pode ser o único sustento
para essa fome.
Mas a mão que escreve avança como faca
arrancando à garganta o seu êxtase carbonizado.
A violência é a religião de Deus.
XVI
De cada vez que um de nós morre
há uma faca apontada às jugulares:
o silêncio como mantimento.
A morte equilibra-se em nossos corações
com o deslumbramento.
Há-de haver um corpo que transite de alma em alma
e em cujos olhos se alumie a força brutal da mesma vida.
Há-de haver uma voz desvairada que se derrame como napalm
sobre a noite que nos envolve.
Por agora não sei como tocar a distância de onde nos falam.
Autor: João Moita
in : " O Vento Soprado como Sangue"
imagem tirada da net
segunda-feira, agosto 17, 2009
JÁ ESTÁ À VENDA O NOVO LIVRO DO ESCRITOR E POETA ALPIARCENSE
JOÃO MOITA
" O VENTO SOPRADO COMO SANGUE"

Está disponível o novo livro de poesia do jovem poeta alpiarcense João Moita.
"O vento soprado como sangue", com a chancela da Cosmorama e posfácio de valter hugo mãe. A belíssima foto da capa é do fotógrafo Antoine Pimentel. O livro pode já ser encomendado através deste link. Haverá uma sessão de apresentação em Alpiarça em data e local a anunciar.
segunda-feira, agosto 10, 2009
O VELHINHO PHILIPS
Então não é que ao fim de muitos anos, o avô Joaquim e eu , fomos desencantar o velhinho Philips ( ainda em bom estado de conservação, apesar dos seus quase 60 anos de existência), na sua oficina de velharias , mas que guarda tantas recordações. Foi com este velho rádio que eu passava horas a ouvir música e cantava as canções da moda ( anos 60 /70), com um microfone improvisado e dava largas`ao meu sonho de ser cantora ( não passou mesmo dum sonho).
Ainda hoje gosto muito de ouvir rádio, embora a qualidade seja só de meia dúzia de programas, mas vale a pena escutar.
O Rádio Clube Português era sem sombra de dúvida a minha estação preferida, seguindo-se o Rádio Ribatejo (estação regional ).
No Rádio Clube Português, ouvia-se o Programa "Quando o Telefone Toca" em que o ouvinte dizia uma frase publicitária e depois podia pedir para escutar a sua música preferida.
A hora de almoço era sagrada: tinha que se ouvir os "Parodiantes de Lisboa", com as suas piadas e humor saudável.
De seguida , ao final da tarde, passava a Radionovela " Simplesmente Maria", de fazer chorar as pedras da calçada, puro intretenimento para as donas de casa da época.
Para o meu pai, o noticiário era fundamental, para saber como ia o mundo e também as notícias do Ultramar ( pois os meus dois irmãos mais velhos lá estavam, um na Guiné e outro em Angola). Para a minha mãe foram anos muito dolorosos e de muita tristeza, nunca sabendo se os filhos voltariam com vida dessa Guerra sem sentido algum.
Mas eles voltaram, são e salvos.
Por vezes também ouvia a Emissora Nacional para escutar mais notícias e música clássica , que também gostava e gosto de ouvir.
Como veem , este Rádio fez parte da minha infância e adolescência e como tal foi um momento feliz, este nosso reencontro, que me trouxe à memória estas pequenas / grandes lembranças. Por agora é tudo.
Como dizia Raúl Solnado:
Façam o favor de ser felizes!
Fiquem bem
Ana Paula
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