
sábado, agosto 08, 2009

Somos Filhos da Madrugada / Zeca Afonso
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não sabemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara
Lá no cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá no cimo de uma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos p´la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa moira encantada
Vira a proa da minha barca
segunda-feira, agosto 03, 2009
Se o mar Entrar
Se o mar entrar em casa, com as flores de som
inundar os tapetes, onde a cinza se instalou.
Com o tempo, e as minúcias do pó.
O mar já está aberto e voltado de borco!
Se o mar entrar o chão já se rompeu
pelos buracos a cor, abre-se a floresta
É um tambor de paz o dia fruto novo
Autor:Casimiro de Brito
quinta-feira, julho 30, 2009
(IMAGENS TIRADAS DA NET)
terça-feira, julho 28, 2009
quarta-feira, julho 22, 2009

E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida?
quinta-feira, julho 16, 2009
«O Caderno de Saramago», o livro do blogue from Fundação Jose Saramago on Vimeo.
quarta-feira, julho 15, 2009
Autor: António Carlos Cortez
in: Jornal de Letras Artes e Ideias
foto: tirada da net









