sexta-feira, março 27, 2009

CORES, ODORES, OLHARES, PALADARES

Ó limão,
ó verde limão
casadinha sim,
solteirinha, não .
Ó limão,
ó verde limão,
Amor da minha alma,
dá-me a tua mão.


Alecrim,
alecrim aos molhos,
por causa de ti ,
choram os meus olhos.
Ai meu amor,
quem te disse a ti,
Que a flor do monte,
era o alecrim.


Morangueiros


Olha a laranjinha,
que caiu, caiu,
Do cimo do ramo,
e nunca mais se viu.








Salva ou salvia ( planta aromática)



Cacto 1

Goivo


Cacto 2

Cacto 3


Azálea cor -de -rosa



Cacto 4



(fotos minhas/ ampliar para melhor visualização)

DIA MUNDIAL DO TEATRO / EVOCAÇÃO


Peça: " Uma Viagem para lá do fim"
Companhia de Teatro PoucaTerra do Entroncamento


Actriz: Goreti Meca
Companhia de Teatro PoucaTerra do Entroncamento

Marionetas


Programa


Sombras Chinesas



Teatro de Marionetas








Gatita a Gata Vadia


(Fotos minhas e
algumas tiradas do blogue escrever com palavras
ampliar para melhor visualização)

A PRIMAVERA ESTÁ NO AR










hortelã



espinafre




erva e flor de são roberto
(óptima para chá)


erva de são roberto



jarro 1



jarro 2



jarro 3



flor de morango


orquídea 1


orquídea 2









(As fotos são minhas)
(podem ampliar)

quarta-feira, março 25, 2009

Namoro em suspenso


Cúpula do Presídio de Santarém ( desactivado)



Cúpula


A força de resistir...


Paisagem Rural


Paisagem Urbana



Campos férteis de Alpiarça - 1



Campos férteis de Alpiarça - 2



Campos férteis de Alpiarça - 3


Pôr -do -Sol da minha varanda

Autor das fotos: Ana Quinta

sexta-feira, março 20, 2009

POESIA DE FERNANDO PESSOA, DECLAMADA.

POESIA DE NERUDA, CANTADA.

21 DE MARÇO / DIA MUNDIAL DA POESIA







se um dia eu não souber dizer o teu nome

se um dia eu o esquecer

e a saliva se cristalizar no zelo

se um dia eu não te achar

e no entanto te procurar

com desespero

um dia e tu não estiveres

se um dia a minha boca não alargar

e as minhas mãos não se fecharem

e abanarem

se um dia eu me sentar no pó

e o pó se sentar em cima de mim

e eu arquejar

se um dia eu deixar de esperar não sei bem o quê

e me quedar à espera de que a espera acabe

um dia as palavras me atravessem e

eu já não souber a beleza delas

e o perfume

se um dia tudo o que for for

a mais

e o resto

e dizer não seja justificar

se um dia eu voltar a ler isto

e isto tiver um sentido

se num dia eu fechar os olhos e ao fechar

os olhos o teu rosto

não

não aparecer definido

definitivo

e ao pestanejar

a sucessão de imagens for

alternante de preto com preto

preto



preto

se um dia a noite seja de pedra

for os meus olhos camuflados então

sólidos

liquefeitos

se um dia as lágrimas correrem devagar

e secarem no caminho e

cavarem fendas

e

a minha pele seja de água

e dos pulmões não nascerem guelras

e sufocar

se do fundo

se no fundo

fundo

bem lá no fundo

eu

um dia

não te souber nomear

vou fechar os olhos gritar

Amor

e esperar que

onde estiveres

reconheças

o nome que te escolhi muito antes de nasceres

quando eu era aquela parte

que arrancaram de ti

e tu



eras a amante de narciso


Autor: João Moita ( poeta alpiarcense)

quarta-feira, março 18, 2009