Grades que privaram a Liberdade
Prisão de Peniche - onde recebiam os familiares
Livro de Fotografia -" O Mar e a Pesca"
É nestes dois livros de fotografia que a autora se apropria da luz, para escrever e contar a história à sua maneira. As suas fotografias vêem de dentro para fora, procurando fixar na luz e na contraluz aquilo que a alma lhe viu antes dos olhos.
CONTRA - PARAGEM
esvoaçam os pássaros
giram os insectos
o vento sopra num rodopio eterno
as ondas do mar vagueiam de mansinho
pelas areias
a terra circunda o sol
o mundo agita-se num burburinho
contínuo sem parar
Mas tudo tem o seu reverso
eu, fico parada sem voar
"O Eco das Rosas "- livro escrito em parceria com sua filha, Mónica C. Pires de Noronha
A Drª Maria Helena Noronha, além da fotografia e da poesia, estende a sua arte pela pintura, onde utiliza o óleo, o acrílico, o guache, a resina, o pastel, sobre tela , madeira e tecido.
Nas instalações da Casa do Brasil em Santarém, estiveram expostas algumas das suas obras.
Presentemente está reformada, do seu cargo de professora da Universidade Federal de Santa Catarina/ Florianopólis, onde leccionou.
Como o bom filho à casa torna, Helenha Noronha regressa definitivamente ao seu país , radicando-se em Lisboa, mas sempre que pode , vem até Alpiarça, a terra que a viu nascer.
Continua a dedicar o seu tempo, à família e às artes.
( alguma fotografias foram extraídas do jornal Voz de Alpiarça)
Os meu queridos pais em tempo de namoro à porta de casa. Ambos com 18 anos
Esta fotografia é a mais antiga que o meu pai tem. Aqui só tinha 20 anos.
As carroças têm as rodas em ferro e as mulas no dia do Cortejo de Oferendas das Festas das Vindimas de Alpiarça, saíam para a rua todas enfeitadas. O meu pai quando fala disso, enche o peito de orgulho e os olhos brilham de contentamento .Gosta de recordar estes factos, parece que fica mais novo .
O meu pai é um contador de histórias nato, ainda me lembro de estar sentada à lareira , depois do jantar , onde ele me contava histórias da sua infância e dos seus tempos de tropa. eu ficava embevecida a escutá-lo, nunca me cansava de o ouvir. Perguntava-lhe sempre:
-E depois pai, e depois, o que aconteceu?
Ele respondia : Por hoje já chega, pois amanhã tens de te levantar cedo para ires para a escola, vá lá,vai-te deitar.
Eu tive uma infância muito feliz e devo isso aos meus pais.Para todo o sempre lhes serei grata pela educação recebida com base na honestidade,na humildade, na responsabilidade e no carinho e amor que me transmitiram, OBRIGADO.
A vossa filha que vos ama
Ana Paula
A cumplicidade de uma vida a dois que já dura 65 anos
O Joaquim e a Joaquina
Nunca pára, pois há sempre alguma coisa para fazer na horta
Vai dar folhas de couve ao coelhitos
Nas areias da Costa da Caparica , quando ainda era uma das melhores praias do País.Aqui eu tinha 10 anitos
Não sei porquê, mas tinha sempre de tirar a fotografia montada num cavalo.Aqui eu tinha 6 anitos
O avô Joaquim com os seu 48 anos, muito charmoso, não acham?
Antes do 25 de Abril aqui em Alpiarça haviam as Festas das Vindimas, onde se desfilava em cortejo, com carroças carregadas de dornas de uvas , oferecidas pelos agricultores à Santa Casa da Misericórdia . O meu pai conduz a carroça da frente.