quinta-feira, maio 01, 2008

No início foi constituido por 50 elementos dos mais variados escalões etários e profissionais, dedicando-se a todo o género de música coral polifónica.
Realiza anualmente um Encontro Nacional de Coros Polifónicos e também um Recital de Natal.
Em 1993 a Sociedade Filarmónica Alpiarcense 1º de Dezembro tinha como seu Director, o jovem Helder Figueiredo, que faz aqui a apresentação pública do Orfeão da SFA 1º de Dezembro, precisamente no dia:
O Orfeão, teve como seu primeiro Director Artístico, o Maestro Helder Mação, natural de Tancos. Fez uma passagem curta pelo Orfeão de Alpiarça, devido assumir a regência do Coro da sua terra natal; Tancos. Passados que foram os anos, o Maestro Helder Mação abandonou a vida pública , para se dedicar à sua paixão maior: o sacerdócio. Mas a vida por vezes prega-nos partidas, e presentemente já não se encontra entre nós. Partiu ainda bastante novo, não terminando o seu sonho, mas onde quer que se encontre, quem sabe, estará feliz .Que descanse em paz... ( na foto de braços abertos, o maestro Helder Mação. A apresentar o Orfão, Helder Figueiredo,o então presidente da SFA 1º de Dezembro)
1º de Maio de 1994 - 1ª apresentação pública do Orfeão.
(Na foto, o maestro Herder Mação a dirigir o Coro)
O testemunho da regência seria passado ao maestro José Dias, natural de Lisboa, que passaria a estar à frente do Coro até 2000.
( na foto, maestro José Dias dirigindo o Orfeão)
Fiz parte do Orfeão, como coralista e soprano, onde aprendi bastante e onde fiz boas amizades. Convivi de perto com bons músicos e melhores músicas.
Assumi a Direcção do Orfeão de 1995 a 1997, onde nos envolvemos num projecto que nos faria imensamente felizes : a gravação e participação em CD " Os Melhores Coros Amadores da Região / Ribatejo, Extermadura Norte", o único gravado pelo Orfeão ,até hoje.
Recebemos o convite para nos deslocar-mos a vários pontos do nosso país, em Encontros de Coros...

A nossa recompensa por tantas horas de ensaio e dedicação à causa da música, que todos partilhamos

terça-feira, abril 29, 2008
sábado, abril 26, 2008

Canto Moço
António Gedeão
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam
como estas árvores que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que sonho
é vinho, é espuma, é fermento
bichinho alacre e sedento
de focinho pontiagudo
que fuça através de tudo
Em em perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela é cor é pincel
base, fuste, capitel
que é retorta de alquimista
mapa do mundo distante
Rosa dos Ventos Infante
caravela quinhentista
que é cabo da Boa-Esperança
Ouro, canela, marfim
florete de espadachim
bastidor, passo de dança
Columbina e Arlequim
passarola voadora
pára-raios, locomotiva
barco de proa festiva
alto-forno, geradora
cisão do átomo, radar
ultra-som, televisão
desembarque em foguetão
na superfície lunar
Eles não sabem nem sonham
que o sonho comanda a vida
que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos duma criança .









