sexta-feira, outubro 30, 2009

( meu pai e eu numa carroça do Cortejo das Vindimas. Eu tinha aqui 2 anos e meio)




(Carroça participante no Cortejo das Vindimas em Alpiarça - Final dos anos 50)







MARCHA DA VINDIMA

I
É na Festa das Vindimas
Que Alpiarça canta as rimas
Que nascem no coração
Novo milagre das rosas
Estas uvas bem formosas
Por amor se tornam pão.

II
Aqui levamos assim
Numa alegria sem fim
Pão e luz ao lar dos pobres
Rapazes e raparigas
Pondo nas suas cantigas
Sentimentos dos mais nobres.

REFRÂO

Vinho novo, vinho novo,
Sempre a jorrar dos tonéis
A alegria do povinho
As Marias e Maneis.

Vinho novo, vinho novo,
Vinho novo dos lagares
Eu te bendigo e te louvo
Pois que sendo o vinho novo
És o pão dos nossos lares.

III
E passa neste cortejo
Toda a cor do Ribatejo
Na festa do vinho novo
Na festa dos namoricos
Das canções, dos bailaricos
Da alma do nosso povo.

IV
E assim sempre a cantar
E a sorrir, porque o folgar
As tristezas nos disfarça
Vivendo sempre encantados
Os alegres namorados
Desta vila de Alpiarça.


REFRÂO

Vinho novo, vinho novo,
Sempre a jorrar dos tonéis
A alegria do povinho
As Marias e Maneis.

Vinho novo, vinho novo,
Vinho novo dos lagares
Eu te bendigo e te louvo
Pois que sendo o vinho novo
És o pão dos nossos lares.

FIM



Letra de Dr. Leonardo Ribeiro de Almeida
Arranjo do professor Francisco Cordeiro
Sobre a melodia de M. J. Telhadas







Esta canção era cantada pelos Grupos de ranchos de vindimadeiras e trabalhadores rurais, que participavam no desfile de carroças alegóricas carregadas com dornas de uvas para serem ofertadas à Santa Casa da Misericórdia, nos finais dos anos 50, início dos anos 60. Todo o povo alpiarcense participava, assim como as grandes casas agrícolas que ofereciam as uvas. Também fui algumas vezes com meu pai nesses Cortejos.



Ana Paula


1 comentário:

Méon, disse...

Recordações partilhadas!
Obrigado, mais uma vez adorei.

Abraço conterrâneo
J Moedas Duarte